Marisa Monte garimpa 30 anos de canções no novo disco, “Coleção”

Às vésperas de completar 30 anos de carreira – que serão celebrados em 2017 –, Marisa Monte abriu o baú e começou a digitalizar toda a sua obra. Remexendo nesses arquivos analógicos, além das músicas de seus discos, a cantora e compositora topou com gravações avulsas que integraram projetos paralelos, trilhas de filmes e trabalhos de outros artistas – algumas até inéditas.

Esse achado acabou virando o material utilizado no derradeiro álbum do contrato da artista com a gravadora EMI – hoje adquirida pela Universal Music: Coleção reúne 13 faixas, garimpadas entre cerca de 40 canções registradas em quase três décadas. Essa origem meio bastarda e um tanto desconexa poderia resultar em uma obra sem personalidade e meramente comercial se não levasse a assinatura de uma das mais prestigiadas intérpretes da música brasileira, cuja trajetória foi consolidada justo graças a uma visão artística heterogênea e inquieta.

Desde a estreia profissional em 1987, a “cantora eclética” – como foi rotulada nesses primeiros tempos – sempre privilegiou a diversidade e o espírito colaborativo em seu trabalho. Coleção, portanto, encaixa-se com coerência e naturalidade na discografia de Marisa Monte.

– Quis fazer algo que fosse além de um “best of”. Os próprios fãs já faziam seleções dessas músicas e me mostravam. O critério foi totalmente pessoal, intuitivo, subjetivo. Elas representam um arco de tempo grande e as relações que fui travando nesse percurso, que acabaram refletindo-se também no meu trabalho solo – explicou a vocalista em entrevista por telefone a Zero Hora.

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